Permita-me dar-lhes as boas vindas! Meu nome é Renan, e este é o início do Memória R.A.M. Este é um recanto em que vou compartilhar tudo aquilo que aprendi (ou estou aprendendo) em algum momento da vida.
Objetivo do blog
A ideia é documentar todo e qualquer tipo de aprendizado pessoal, mas principalmente aqueles da área de tecnologia. Eu quero registrar aprendizados reais e problemas solucionados ao longo dessa jornada.
Relutei um pouco em montar um blog pessoal nessa era de I.A. O ano é 2026, e desde o lançamento do Chat GPT (e outros modelos de IA) em 2022, cerca de 74% das páginas da web publicadas nesses últimos quatro anos aprensentam sinais de uso de IA. Outro estudo mostra que 97% dos marqueteiros de conteúdo planeja usar IA para gerar conteúdo. É um número alarmante. Por enquanto não vou entrar na teoria da internet morta (apesar de ser algo com que devemos, sim, nos preocupar).
Com esse número em mente, posso registrar mais um objetivo deste blog: produzir conteúdo autêntico e totalmente autoral. Como esse blog não tem qualquer intuito de obter lucro, eu não preciso gerar conteúdo com IA. Eu posso me dar o luxo de escrever apenas quando, e se, necessário. Eu quero escrever para continuar pensando, afinal, escrever é pensar. Quanto melhor e mais clara for minha escrita, melhor e mais claros serão meus pensamentos.
Eu já tinha algo parecido em mente, mas foi depois que vi um vídeo do Fábio Akita chamado O Diário de Henry Jones foi que eu cravei: vou fazer um "diário" desse! Na verdade, o próprio blog do Akita é uma inspiração e modelo a seguir, gosto muito de como ele documenta o que ele faz e ainda ajuda outras pessoas.
Como não tenho pressão para produzir, nem quero chamar atenção para nada aqui, não preciso “otimizar para SEO” nem nada. Posso ser eu mesmo, um humano com defeitos, escrevendo. Isso significa que alguns erros de gramática e escrita me escaparão aqui e ali. Faz parte. Me limitarei a usar IA apenas para pesquisa, reunir ideias e expandir horizontes.
Afirmo que cada linha aqui produzida será exclusivamente humana, digitada a partir de um teclado físico, pelos meus dedos.
Quem sou eu
Meu nome é Renan A. Monteiro, e eu sou, em essência, um curioso de carteirinha. Desde pequeno tive tendências a gostar de aprender e estudar. E ao longo da vida já aprendi muita coisa, conduzi projetos pessoais e participei de projetos comunitários. Aprendi de tudo um pouco: violão, guitarra, ukulele, xadrez, sudoku, poker, tradução, legendagem, escrita criativa, matemática, física, programação, teologia, enfim.
E nessa jornada de aprendizado, naturalmente descobri que eu gostava de algumas coisas, mas de outras, não. Da mesma forma, tinha aptidão para alguns tópicos, e nem tanto para outros. Por exemplo, embora tenha aprendido o básico sobre música, por mais que eu me dedicasse, parecia que aquilo não era para mim. É assim que hoje eu apenas arranho o ukulele de vez em quando.
Numa dessas andanças cheguei à programação e à tecnologia. Em 2021, após me formar engenheiro civil pela UFPB, eu tinha diante de mim uma escolha a fazer: seguir na área de formação ou mudar. Eu já estava insatisfeito com a engenharia depois de tê-la conhecido melhor no curso. Não desisti porque já estava muito perto de concluir. A pandemia da COVID-19 em 2020 também contribuiu para que eu me formasse à distância.
Assim, um mês depois de formado, me deparei com um tutorial de programação no YouTube, sobre uma linguagem chamada JavaScript. Era bastante simples: a premissa era aprender um pouco de lógica e da sintaxe a partir do zero, modificando alguns componentes HTML. Depois que fiz o clássico contador pela primeira vez, quando vi um número na tela ser incrementado a partir do clique em um botão, eu fiquei apaixonado. Desde então, poucos foram os dias em que eu não tive contato com alguma coisa sobre a área.
Em 2022 tive a minha primeira oportunidade, atuei no Instituto Pecege como desenvolvedor backend, primeiro como júnior e saí como pleno no final de 2025. Depois passei a atuar pela PD Soluções, onde contribuo atualmente como desenvolvedor full-stack.
Já tive experiência formal com Javascript, Typescript e C# .NET, mas já mexi pessoalmente com Python e PHP também. Hoje, após ter completado cinco anos na área e quatro anos como profissional, sei muita coisa quando me comparo com o Renan de 2021, mas ainda tenho muito a aprender e melhorar. Esse é meu desafio diário. A cada dia penso em como não deixar a peteca cair, ou seja, contribuir onde estou e, ao mesmo tempo, estudar e melhorar um pouco todo dia.
Eu tenho profunda admiração pela figura do polímata. De certa forma, eu me considero um, pois (modéstia à parte) tenho um bom conhecimento de diversos temas. Porém, naturalmente, chega um momento no qual é preciso se aprofundar. É o que chamam de profissional em T. Depois de obter uma base sólida e grande o suficiente, é preciso se especializar em uma área.
Acredito de verdade que essa área de aprofundamento deve ser encontrada por cada profissional. Alguns farão por afinidade; alguns, por motivos financeiros; outros sequer terão opção. Qualquer que seja o motivo, acredito que a profundidade só pode vir depois que um indivíduo tem bagagem suficiente, pois é a partir desse repertório que achará soluções originais para cada problema e, assim, contribuirá da melhor forma onde quer que esteja.
Eu gosto muito da área da tecnologia, realmente me encontrei nela. Mas a jornada ainda está muito no início. Ela começou com a programação, mais especificamente a web. No meio do caminho, estou vivendo na era da revolução da inteligência artificial. Ainda há também uma área que explorei pouco, mas que me fascina: dados. De uns dias para cá comecei a observá-la. Certamente dedicarei um bom tempo de estudo à ciência e engenharia de dados em breve também. Creio que a trinca programação, IA e dados será muito valiosa.
Eu comecei na área pouco antes do advento da IA generativa acessível ao público. Ainda estudei e apliquei temas como arquitetura limpa, SOLID, algoritmos, estruturas de dados, enfim, temas que hoje talvez podem ser resumidos em uma única palavra: fundamentos. Minha formação teve uma ênfase muito forte nisso, e sou grato a todos os amigos e mentores que tive até aqui. Eles foram cruciais para hoje não ser um mero apertador de botões, mas alguém que se preocupa com a qualidade do código escrito e que deseja, sim, utilizar IA, mas de forma consciente, com produtividade real, para evoluir tanto a si mesmo quanto aos sistemas que projeto.
Bom, creio que já me estendi demais. Haverá outras oportunidades para expandir temas aqui tocados brevemente. Se você leu até aqui, meu muito obrigado. Nos vemos em breve, se Deus assim permitir. Abraço!